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 Gabinete da suprema Corte

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Floare Antonescu

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Sab 28 Maio 2016 - 18:01




Capítulo dois
A gipsy journal
Odiava aquele lugar, aqueles engomadinhos, cheios de narizes empinados e óleos de banho. Alguns homens eram mais perfumados que muitas peruas, e as peruas adoravam sussurrar exageros e mentiras. Como Yelaskis aguentava eu jamais entenderia, apesar que se o conhecia minimamente, ele não deixaria nenhuma provocação passar em branco, fosse com uma resposta irônica, provocativa, ou fosse com as melhores taxas de sucesso, mio amore era genioso demais para só aceitar.

Porém tive que respirar bem fundo quando entrei naquele saguão, sentindo os olhares preconceituosos e maliciosos voltarem-se para minha pessoa. Não era inocente, sabia disso, quando decidira vir visitar meu marido, Miha sugeriu-me, que vestisse algo mais… Discreto, eu diria sem graça, mas fora assim que ela chamara, de qualquer forma, não via porque deveríamos nos envergonhar de nossas tradições, éramos tão cidadães bruxos quanto aqueles gordos roliços que não paravam de ofender nossos costumes, porém eram os primeiros a se enfileirarem para ver Miha dançar, ficavam pendurados babando em Lexa e Lena, ou não saiam de perto da minha barraca, fosse por sua gula, ou por suas tentativas frustradas. Felizmente os gabinetes dos advogados ficavam no primeiro nível, bem próximo ao átrio.

Felizmente ninguém dirigiu-me a palavra, ao contrário de Yel, não era a pessoa mais controlada… E não ficaria feliz em SÓ responder de maneira provocativa, eu teria que envolver alguns xingamentos, tapas e coisas nada bonitas, e possivelmente ilegais… Não que eu tivesse medo da prisão, ou de todos os esquemas que, com certeza, operavam no sistema judicial, porém sabia que Yelaskis amava seu emprego, assim não estragaria as coisas para ele. Continuei caminhando pelo longo corredor, até a última sala – por que ele tem que ficar na última sala? - sorrindo de canto vendo alguns dos colegas dele espiarem por suas portas. Todo preconceito com os ciganos era esquecido, quando a cigana era uma mulher bonita, com andar cadenciado. Estava quase chegando, quando um roliço seboso veio correndo pelo corredor, quase me derrubando, e para piorar invés de se desculpar, reclamou algo que soou muito como um “Esses ciganos estão por toda a parte!”, oh ele não disse isso. - Qual o problema, Porcellino? - perguntei cheia de pose e ira italiana. - No, no, está com medo do cigano no final do corredor? - perguntei pondo o dedo sub o queixo dele, sorrindo de canto com meus lábios vermelhos. - Não deveria, ele muito correto e bom para por uma praga em você. - disse tirando um fio de cabelo do terno do mesmo. - Mas eu não… Acho bom pensar duas vezes antes de falar Porcellino, acidentes acontecem… - comentei sorrindo, dando as costas a ele.

Para variar, ele estava voltado para uma montanha de papéis e selos, coisas que eu não entendia completamente, mas que faziam correr as mãos para os cabelos negros sedosos, em um ato de cansaço. Suspirei baixo, caminhando até o mesmo, empurrando sua cadeira para longe da mesa, só então ele percebeu minha presença, ou pelo menos foi só então que ele ergueu o rosto dos papéis. - Sta 'zitto! - disse, erguendo minha saia, pondo um joelho de cada lado de suas pernas, sentando-me no colo do mesmo. - Amore mio, você está cansado… Você comeu, direito? - perguntei passando as mãos delicadamente por seu rosto, ele tinha olheiras, sem falar em sua expressão. - Ou o Porcellino que vi sair daqui roubou sua janta? - perguntei aproximando-me dos seus lábios, roçando-os nos meus, sem fechar completamente os olhos, mantendo-os nos azuis. - Amore mio? Faria tudo para me deixar feliz, cierto? - perguntei baixo, afim de testar quão ciente ele estava.

@ink
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Sammy Licoski VonGolden

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Seg 27 Jun 2016 - 16:18


Cada movimento da moçoila fazia com que Sammy observasse cuidadosamente. Sentia um pouco de inveja, afinal, sabia que estava envelhecendo com o passar dos dias. Vivia utilizando algumas poções para que pudesse permanecer bela, já que não queria perder o seu dom de seduzir as pessoas. Escutava as respostas atentamente, até que, na última, deixou um sorriso surgir no canto de sua boca. – Realmente... Ele costuma ser um pouco fresco, de vez em quando. – Arqueou uma das sobrancelhas e ficou um pouco pensativa. Hogwarts não escaparia da fúria da mulher, de jeito nenhum. O seu sobrinho havia sido atacado! Tinha que fazer algo. O colégio não tinha capacidade de defender as pessoas que estudavam por lá? Será que teria que transferir o jovem Ed para outra instituição? Mais e mais problemas..., pensou, um pouco frustrada. Ergueu a cabeça e olhou para a sua prole. Jamais tivera uma relação totalmente próxima com sua própria filha, pois vivia trabalhando. Sim, mais e mais trabalho, todavia, não a incomodava. – Que ótimo. Não quero sustentar uma garota de vinte e quatro anos dentro de minha casa. – Revirou os olhos e deu de ombros. – Assim que completar a maioridade, chega a hora de dar tchau. – Levou uma das mãos até a boca, bocejando em seguida. Parecia ser uma péssima mãe? Imagina! Samantha cuidava de sua filha com unhas e dentes, mas ninguém via – incluindo a própria Naomi. Gostava de agir às escondidas, afinal, quando você mostra os seus feitos para alguém, essa pessoa pode criar expectativas, certo? Odiava isso. Fazia as coisas quando queria e porque queria, e não por agradar aqueles que estavam ao seu redor.

Bebeu mais um pouco do chá verde. – Só fique de olho em seu primo, pode ser? – E pela primeira vez naquela conversa, deixou um sorriso verdadeiro surgir em sua face. Não era um dos melhores, contudo, sua filha entenderia que a essência de transmitir felicidade ou qualquer outro sentimento bom era real. – Enfim... – Revirou os olhos e suspirou, dando de ombros. Foi até a poltrona de sua sala – que ficava atrás da mesa – e sentou-se, encarando a pestinha que estava do lado oposto – ou seja, bem na sua frente. – O que andou fazendo esse tempo todo? Esqueçamos de Edward. Fale-me de você. – Propôs o fim do assunto que colocara anteriormente. – Viajou para algum lugar? Beijou algum menino ou alguma menina? Ainda é virgem? Anda fumando e bebendo? Usa drogas? Viu seus primos? – Franziu o cenho e observou-a após todas as perguntas. – Apesar de não ser a mãe mais presentes do mundo, ainda me preocupo. – O sarcasmo escorreu pelos lábios da advogada, que deixou uma breve risada sair.

Colocou a bebida em cima da mesa de madeira e esperou as respostas. Sabia poucas coisas de Naomi. Se pudesse, viveria ao seu lado vinte e quatro horas por dia, contudo, vivia trabalhando. Adorava discutir, mexer com os processos que lhe eram entregues. Era uma das melhores advogadas da Grã-Bretanha, afinal, era uma mulher estudiosa. Sua sala vivia repleta de livros, já que a mesma vivia estudando sem parar. Ter conhecimento era o que mais importava a mulher, que, infelizmente, tinha que sacrificar algo: a convivência com sua filha. Não podia escolher o estilo de roupa, o modo de ela tratar os outros e por aí vai. Vivia terceirizando a vida da jovem Licoski, porém não sentia um peso sequer em sua consciência – pelo menos, não muito. O por quê? Porque não fazia por desprezo ou qualquer sentimento ruim em relação ao ser que trouxera ao mundo. Queria dar uma ótima condição de vida para Naomi, por isso vivia enfurnicada naquele escritório.  

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Yelaskis Leoni Antonescu

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Sex 15 Jul 2016 - 19:11




Capítulo três
 Diário de um gatuno 



Post anterior perdido, e. Substituí o que estava aqui pelo conteúdo do "novo", purra burrice minha. 


Hohoho! Já passamos da fase da conversa! Me convenci e ergui o corpo, com as mãos firmes em suas pernas cruzadas em minha cintura - os braços enlaçados ao meu pescoço. Caminhei com ela errante, cessando quando de frente para mesa de meu escritório na horizontal. Com um dos braços lancei tudo que estava sobre o móvel no chão e a deitei e debrucei o tronco sobre ela, enquanto meu quadril estreito estava pressionado contra suas pernas. Agora meus braços me sustentavam acima do nível de seu rosto, postos ao lado de sua juba castanha, brilhante e cheia. 

Todo o trabalho parece tão desinteressante depois que você chegou - Comecei com a voz arrastada, pesada de tesão — e eu nem faço ideia do motivo! — Falei com ares travessos. 

Meus lábios grossos aconchegarem-se no pescoço de minha morena, onde a beijei descontrolado, efusivo, ansioso. Uma das minhas mãos que, de tão grandes, pareciam quase dar conta de agarrar todo um dos seios dela por inteiro, passeava má intencionada por sua cintura, quando, ao subir por suas coxas, terminei aos risos. 

Acho melhor nós partirmos antes que... 

Sorri gatuno e aparatei com minha cigana nos braços. Ciente da bagunça que deixei para trás. 

 @ink


Última edição por Yelaskis Leoni Antonescu em Sex 18 Nov 2016 - 19:45, editado 2 vez(es)
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Floare Antonescu

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Seg 18 Jul 2016 - 0:28




Capítulo um
A gipsy journal

Yelaskis não seria o homem que me apaixonara, se não deixasse que sua pose de cafajeste prevalecesse independente do lugar, assim como seu senso de humor. Tive fazer todo um esforço para não sorrir de canto. Mio amore podia ser genial, mas seus hormônios… Tsc. E para minha infelicidade ele era um mal caminho e meio. Tsc, aquelas senhoras com saias justinhas o devoravam com seus olhos úmidos. - Ah Ah! Sabe que tem que se comportar para ganhar privilégios, amore mio comentei baixinho com o rosto próximo ao dele… Pará-lo? Para quê? Sabíamos bem quem mandava, e as mãos dele sempre eram tão reconfortantes.

Assim como as minhas que voavam para aquela gravata boba. Não que ele não ficasse lindo naquele terno, mas era… Estranho, essas roupas eram tão duras e rígidas, mesmo que deixassem aqueles músculos mais evidentes, tinha sempre a impressão que elas o prendiam, de tão duras. Sorri orgulhosa. Esse homem era terrível! Se não cuidasse ele iria definhar diante de meus olhos, graças a esse trabalho. Depois de ter me livrado daquela gravata boa abri um, e outro botão, tinha parada para analisar o efeito, mas os lábios de Yelaskis eram muito mais interessantes. Seu beijo era a coisa mais inebriantemente sexy, como eles se moviam atraindo-me a ele. Dei risada mordiscando os lábios dele. - Oh Mi amore, essa fome… - falei roçando meus lábios, sobre os dele, fazendo-o entreabrir os próprios beijando-o intensamente, apertando-lhe a camisa. - …Você sempre tem… Mas é sempre meu prazer, saciá-la – comentei ainda mais baixo. Poderia pensar que após casar-me com o garoto irritante que adorava provocar, poderia apagar um pouco aquele fogo, mas não, podia ver o brilho que sempre amava crepitar por trás daqueles olhos azuis.

Sorri sentindo os lábios dele passearem pelo meu busto, fazendo sua barba arranhar-me. Certamente hipnotizando-me, infelizmente tive que manter-me minimamente atenta as suas palavras, mas que sempre me enchiam de orgulho. - Tão adorávelmente irritante e provocativo. - comentei passando a mão por seu cabelo negro sedoso. Sorri satisfeita vendo-o desarmado. Yelaskis era a pessoa que mais adorava irritar-me, por ser – possivelmente – sua forma de demonstrar carinho, mas eu era muito feliz em dizer que podia dobrá-lo de uma ou outra forma. Claro que não fazia isso com frequência, afinal era golpe baixo, mas ele precisando de medidas drásticas. - Sua amada, está tão sola, sentindo falta do amore dela… - comentei inclinando levemente meu corpo para dele, roubando beijo lento. - Com tanto frio, tão preocupada com o cachorrinho dela… - falei baixo, olhando para ele.

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Naomi Licoski VonGolden

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Qui 28 Jul 2016 - 23:23



she came back;
AND CARE, IT IS EVEN MORE POWERFUL AND MORE DANGEROUS
Até parece que mal me conhecia, acharia mesmo que viveria debaixo das asas delas até os vinte e quatro? Dezoito que me espere. Aliás, sempre cresci assim, aprendendo a me virar sozinha, nada que me incomodava, não mudaria nada em minha criação. Claro que minha mãe era sim rígida e rude, na maioria das vezes, todas as vezes em todos os dias e todos os momentos, nada que algumas botas não resolvessem. Prestei minha total atenção a ela, afinal, aquilo era um sorriso? E não um sorriso irônico que parecia ser rotineiro e automático no rosto de Sammy, mas sim um sorriso querido, mas, hãm... Por que?! Sorri na mesma intensidade e momento que o sorriso puro dela apareceu - o que não via a tempos. Tão rápido quanto vi, a conversa correu para o assunto eu. Não sei como aconteceu, só aconteceu. Joguei novamente meu pescoço para trás, soltando um pequeno assopro pelos lábios, para cima, fazendo com que minha grande franja se mover milimetricamente. Não que não gostasse e achava fofo a preocupação e importância de minha mãe, mas bem, hãm, era minha mãe... Já estava justificado. Voltei meu pescoço e a olhei de canto, enquanto organizava suas perguntas uma a uma em minha cabeça. __Ta, primeiro:__ E levantei o dedo indicador. __Não, não viajei, ah, ah não ser pro Brasil, nada muito interessante. Segundo:__ O médio agora... __Beijei, tanto menino quanto menina, mais menina.__ Dei uma piscadela a ela e levantei o anelar. __Fumando, por enquanto, não.__ Rodei a sala com os olhos mexendo a cabeça e voltei a ela. __Tem um ai?__ Ri irônica. __Brincadeira. - ou não - O álcool é meu doce, você sabe. Quarto:__ Mínimo. __Unica droga que eu uso são esses sapatos desconfortáveis e lindos que causam calos nos meus pés.__ Disse mexendo os pés de forma brusca demonstrando. Recolhi as pernas e junto, o corpo. Sentando decentemente na poltrona ali, ficando, realmente, de frente a minha mãe. Deixei um sorriso sínico se forma em meus lábios. __Meus primos? Se saíram do quarto, foi muito. Não esperava menos, a família toda ficou tão revoltada com isso do Ed que recolheram os menores e convocaram os maiores. É como se estivéssemos em modo de ataque.__ Ri, dando de ombros. Claro que estaria preocupada com o ocorrido, mas não havia tanto, certo? Quem sabe por que? Afinal, foi um ataque a menor. Mas não ia me privar de rodar as ruas do Brasil por isso, quem sabe se fosse atacada, não adotaria como uma fantasia? Bati ambas as mãos na perna, fazendo um barulho pouco agudo. __Bom te ver, mãe, mas, tenho que ir. Estão me esperando...__ Me levantei, pegando a bolsa de volta e a posicionando em meu ombro, caminhei até sua poltrona do outro lado da sala, atrás de sua mesa, ficando atrás da mesma, me inclinando para frente e me curvando, depositando um beijo em sua bochecha. Arrumei uma mexa de seu cabelo que estava levantada e sorri, sem que ela visse. Voltei os passos a porta, parando em frente a ela e abrindo-a, virei apenas meus rosto para, novamente, minha mãe e mordi os lábios. __Sobre ser virgem... Você é?__ Terminei a frase com um sorriso totalmente malicioso nos lábios e uma piscadela no final, fechando a porta e caminhando na ponta dos pés para o banheiro. Claro que voltaria ali muito mais vezes que antigamente, talvez precisava mais de papos assim com ela ou talvez gostava do cheiro de lavanda daquele lugar, tanto faz. Mas, pera ai... MEUS SAPATOS!
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Sammy Licoski VonGolden

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Sab 30 Jul 2016 - 15:12


Naomi saíra e a mesma também. No dia seguinte, a advogada já estava em seu escritório. – Eu não estou entendendo. Ela bateu em... Quê? – Deixou uma careta de confusão aparecer. – Num melão. Sua esposa bateu num melão e você quer processá-la por quebrar o tal melão? – Revirou os olhos. – Sai da minha sala! AGORA! – Berrou, totalmente irritada. – Não tenho tempo pra brincadeirinhas. – Sacou a varinha – num movimento rápido e fez com que um livro fosse lançado na direção do mesmo. – Abusado. – Bufou ao vê-lo sair de seu escritório. Sentou-se na poltrona e passou a mão entre os cabelos, suspirando aliviada, até que... – Pode entrar. – Deu de ombros ao escutar uma batida na porta. Era uma moça loira, de pele clara e olhos azuis. – Katrina. – Sorriu e pediu para que se sentasse na cadeira que ficava do outro lado da mesa. Pigarreou e mordeu os próprios lábios.

– Acharam seu filho? – Semicerrou os olhos. A mulher assentiu negativamente e Sammy suspirou pesadamente. – Abrirei um pedido de procura. Suspeita de alguém? – Levantou-se. – Meu marido. – O tom da outra moçoila demonstrava um pouco de tristeza e medo. Katrina era feliz, todavia, Sam percebia que havia mudado. – Vá para casa e trabalharei em seu caso. Para que fique mais relaxa, focarei somente nele. – Disse num tom alto e confiante. Fez um gesto para que se retirasse. Trina se virou e abriu a porta. Quando estava prestes a fechar... – Kat! – Chamou pelo nome da mesma, que virou-se rapidamente. – Eu prometo que acharemos seu filho. – Assentiu positivamente. A loira deixou um sorriso tristonho surgir em seus lábios. – Eu espero. – E então, virou-se e saiu do recinto. Sam ficou pensativa por alguns segundos, mas logo mexeu sua cabeça. – Vamos ao trabalho! – Caminhou na direção da saída e retirou-se de seu escritório. Teria que por a mão na massa – principalmente com a parte das papeladas.  

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Sammy Licoski VonGolden

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Sab 12 Nov 2016 - 0:07

WORK, WORK AND WORK

Os delicados dedos deslizaram entre os fios que tinham a cor de trigo. A textura do cabelo era completamente delicada, indicando algo: a mulher tratava muito bem de seu corpo. Samantha era vaidosa – desde o início de sua adolescência demonstrara uma personalidade levemente... Complicada. Quando foi selecionada para Étoile, sentiu-se como se fosse a mulher mais sortuda do mundo, afinal, era a casa que envolvia o estudo da moda e outras coisas, mas a loira só havia se alegrado porque estudaria tudo sobre vestuários e estilos variados. Era dona de uma cabeça incrivelmente aberta, o que explicava os seus estranhos jeitos de se trajar durante o período da puberdade. Mesmo assim, os garotos e as garotas a adoravam. Conseguia seduzir todos de seu jeito, todavia, isso não significava que tivera uma vida totalmente perfeita. Ainda se lembrava da primeira espinha e da birra que havia dado quando seus pais não deixaram tirá-la. Ainda se lembrava do processo de crescimento dos seios e da primeira menstruação. Tinha chorado tanto quando era mais jovem, que, com o passar dos anos, as lágrimas não saíam mais.

 
Usava o típico “terno feminino”. Os saltos de cor preta faziam com que um enorme barulho se espalhasse por onde passasse. Era temida por vários funcionários de seu andar – já que era uma das moças mais rígidas dali quando se tratava em botar os outros para trabalhar. Segurava uma pequena maleta de couro em sua mão direita. Os olhos azuis analisavam todo o trajeto que percorria. A cabeça permanecia erguida e os orbes não se moviam para nenhuma direção. Sammy olhava fixamente para a frente, deixando outros com medo e fazendo com que saíssem de sua frente – automaticamente. Não se importava em ter uma boa ou péssima fama, entretanto, ansiava por algo: que falassem qualquer coisa dela.
 
– Olá, Mozart. – Falou num tom calmo e tranquilo ao ver o elfo cumprimentá-la educadamente. Sam odiava aquele tipo de criatura, no entanto, por algum motivo desconhecia, ela se relacionava bem até demais com o seu ajudante. – Já organizou meus documentos? – Arqueou uma das sobrancelhas. – Preciso revisar o caso de Valerie Edwards. – Afirmou e adentrou seu escritório, deixando o elfo fechar a porta quando ambos ficaram totalmente no interior do local. – Pode pedir pra me trazerem um café? Estou um pouco cansada, para ser sincera. – Suspirou. O outro assentiu positivamente, fazendo a loira sorrir de canto por alguns segundos. – Obrigada, Art. – Agradeceu, num tom sincero.
 
O ser esquisito voltou após alguns minutos com a bebida da mulher. Segurou a xícara e levou-a até a boca, bebericando – cuidadosamente – o líquido preto e forte. Deslizou a língua entre os lábios e sorriu de canto. – Perfeito. – Deixou o comentário escapar. Depois de certo tempo, Mozart colocou a pasta de documentos, que falava sobre Valerie Edwards, na frente da advogada. – Grata. Pode se retirar... – Disse, distraidamente. Começou a folhear cada registro e informações que tinha ali. A garota tinha quatorze anos e tinha desaparecido após um passeio com os pais, numa floresta bem próxima dos terrenos de Durmstrang. Por ali, recentemente, havia relatos de licantropos. Será que ela tinha morrido ou passado por algo do gênero?
 
Antes que pudesse responder a si mesma, uma batida na porta fez com que a ministerial erguesse a cabeça na direção do lugar de onde o som era emitido. – Entre. – Ordenou. Um homem com cabelos brancos e olhos verdes apareceu. O corpo estava coberto por um enorme casaco preto. – Senhorita Licoski? – A voz do indivíduo era rouca e um pouco tristonha. – Sim, eu mesma. O senhor seria... ? – Indagou e arqueou uma das sobrancelhas. – Todd Edwards. – Aproximou-se lentamente e sentou-se na cadeira que ficava diante a loira. – Ah... Senhor Edwards, então... Estou resolvendo o caso de sua filha. Pedirei para que os aurores verifiquem o local de ataque. – Forçou um sorriso, tentando acalmá-lo. – Até lá, não posso lhe dar mais informações... Bom, só sabemos disso nesse instante. – Mordeu os próprios lábios. – Só quero que encontrem minha filha... – E eis que, repentinamente, ele começou a chorar como uma criança.
 
Engoliu em seco e respirou fundo. – Eu farei de tudo para que Valerie volte. Eu prometo, senhor Todd. Tem alguma informação? – Questionou. – Ela disse que cataria gravetos para a nossa fogueira. Estávamos fazendo um acampamento. – Fungou. – Entendido. – Assentiu e olhou para o mesmo. – Pode ir para a casa. Deixe seu endereço com a minha secretária para que eu possa lhe informar, ok? – O outro assentiu positivamente e logo se retirou. Samantha trabalhou a manhã e a tarde inteira, assim, quando era sete horas da noite, levantou-se da cadeira e espreguiçou-se, bocejando. – Hora de ir pra casa. – Olhou para os papéis que estavam espalhados em cima de sua mesa. – Mas antes preciso falar com os aurores. Argh! Lá vamos nós. – Bufou e saiu dali
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Yelaskis Leoni Antonescu

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Sex 18 Nov 2016 - 19:44




Prefácio
 Diário de um gatuno 

Hohoho! Já passamos da fase da conversa! Me convenci e ergui o corpo, com as mãos firmes em suas pernas cruzadas em minha cintura - os braços enlaçados ao meu pescoço. Caminhei com ela errante, cessando quando de frente para mesa de meu escritório na horizontal. Com um dos braços lancei tudo que estava sobre o móvel no chão e a deitei e debrucei o tronco sobre ela, enquanto meu quadril estreito estava pressionado contra suas pernas. Agora meus braços me sustentavam acima do nível de seu rosto, postos ao lado de sua juba castanha, brilhante e cheia. 

— Todo o trabalho parece tão desinteressante depois que você chegou - Comecei com a voz arrastada, pesada de tesão — e eu nem faço ideia do motivo! — Falei com ares travessos. 

Meus lábios grossos aconchegarem-se no pescoço de minha morena, onde a beijei descontrolado, efusivo, ansioso. Uma das minhas mãos que, de tão grandes, pareciam quase dar conta de agarrar todo um dos seios dela por inteiro, passeava má intencionada por sua cintura, quando, ao subir por suas coxas, terminei aos risos. 

— Acho melhor nós partirmos antes que... 

Sorri gatuno e aparatei com minha cigana nos braços. Ciente da bagunça que deixei para trás. 

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Sammy Licoski VonGolden

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Sab 4 Fev 2017 - 23:38

WORK, WORK AND WORK

Arqueou uma das sobrancelhas quando a mulher adentrou a sua sala. – Eu tenho que ajudar a minha filha! – A ruiva berrou, batendo os punhos com força na mesa de Samantha. A advogada ergueu os olhos, encarando sua cliente. – Isso é mogno, meu amor. – Levantou-se, em seguida. Encarou a outra calmamente e suspirou pesadamente. – Primeiro: controle-se; segundo: berre comigo de novo, e vai precisar de outro advogado pra não derrubar o seu caso; e por último: ela já está sendo auxiliada. – Deu de ombros e sentou-se novamente. – Sente-se. – Disse num tom suave e fez um gesto delicado com a mão direita, pedindo para que a mesma se sentasse na cadeira que estava à sua frente, do outro lado da mesa.

– Vamos, Eliza. Não seja difícil. Mais fácil dialogarmos do que continuar dando piti. – Deu de ombros, deixando as palavras saírem de maneira sarcástica. A ruiva semicerrou os olhos, sentando-se e bufando de raiva. – Sua cara está da mesma cor que o seu cabelo. Está bem irritada, pelo visto. – Franziu o cenho e fez um biquinho. Os dedos de sua mão direita começaram a tamborilar pela mesa, e em seguida, encarou-a por alguns instantes. Depois de certo tempo, bateu com a palma da mão na superfície e arregalou os olhos de maneira teatral. – Ah, onde estávamos? Ah, sim... Você berrava como uma criança. – Riu num tom baixo.

– Por que chegou gritando? O que ocorreu? – Questionou de maneira séria. – O meu marido, opa, vulgo estuprador, está dentro de minha casa! O que deveria fazer?! Quero que mandem tirá-lo de lá! Quero um divórcio e uma denúncia contra ele! Você está me enrolando faz... – E antes que ela pudesse terminar, Sammy interrompeu. – três dias. – Completou de maneira fria e ergueu uma das sobrancelhas. – Se quiser, posso te transferir para outro advogado. Alguns costumam levar meses e meses. Até lá, sua filha vai abrir as pernas várias e várias vezes. – O seu tom de voz era um pouco mais “cruel”, tentando intimidar a mulher – o que deu muito certo. – Farei o mandado de retirada dele de sua casa. Ah, e peço para que faça sua denúncia contra ele no mundo trouxa, ok? Ele não poderá se aproximar de você. – Advertiu.

Repentinamente, a secretária bateu na porta. – Boa tarde, Cruella. Preciso de um favor seu. Traga um mandado de retirada. Tem até às dezenove horas. – Ordenou e fez um gesto para que ela se retirasse. Sam conseguia ser meio aterrorizante, e por isso, a mulher – loira e de olhos azuis – apareceu rapidamente com o papel que fora solicitado. – Obrigado. Ella, pode se retirar. – Lançou um sorriso gentil. A moçoila – muito mais jovem que Sam – se retirou, deixando a advogada e a cliente na sala. Assinou o mandado e entregou para a adulta de cabelos avermelhados. – Entregue para a secretária quando se retirar. Ela irá entregar aos aurores e eles retirarão o seu marido de casa. Agora pode se retirar. – Passou a língua entre os lábios.

Elizabeth se levantou e foi embora, deixando Licoski sozinha na sala. Respirou fundo e mexeu com uma grande quantidade de papelada. Após algumas horas, levantou-se, pegou sua bolsa e saiu dali.
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Sammy Licoski VonGolden

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MensagemAssunto: Re: Gabinete da suprema Corte   Qua 22 Fev 2017 - 15:40

A TRAIÇÃO + O PROCESSO

Não há nada pior do que a inveja – e Samantha pode falar sobre tal coisa com toda a certeza. Via a lide entre os dois indivíduos que estavam em sua frente. Ergueu uma das sobrancelhas e sentou-se em sua poltrona de couro, pousando ambas as mãos em seu colo – sobre sua saia feita especialmente para o trabalho (uma ótima advogada!). As íris claras analisavam as duas mulheres – Francesca e Leah – brigando por causa de uma traição. Tão simples de resolver., pensou e suspirou pesadamente. Poderia muito bem intervir naquela situação, mas queria ver até onde iria. Quem defender? Quem analisar? Quem julgar? Uma coisa interessante do ramo político é que ninguém é melhor do que ninguém. Um juiz é apenas um juiz, um promotor é apenas um promotor, um advogado é apenas um advogado. Nenhum indivíduo pode interferir na vida deles.

Seus fios cor de trigo estavam amarrados num coque elegante. Ajeitou os óculos – que não era de grau, mas trazia um ar de seriedade – e pigarreou após alguns minutos. A discussão estava piorando, e repentinamente, uma das mulheres quase avançou na outra. Sacou a varinha rapidamente, fazendo um gesto circular com a mesma e botando uma das poltronas entre as duas. – Não quero uma agressão sequer dentro de minha sala. Caso isso ocorra, processarei as duas. Como advogada, posso me autodefender e acusá-las de... – Parou de falar, pensando em algum motivo. Pousou seu olhar sério num vaso de flores e o derrubou com o auxílio da varinha. – danificar uma propriedade estatal e privada, pois, com certeza, danificariam a sala e meus objetos particulares. – Advertiu de maneira séria.

Levantou-se e pigarreou novamente. O olhar taciturno deixou as mulheres com medo. Francesca era uma bela negra e utilizava um vestido florido. Leah era uma ruiva com olhos claros e bochechas rosadas, vestia um jaleco, uma camisa branca e calça jeans. – São tão bobas, não acham? – Riu de maneira descontraída e contornou a mesa, encostando suas nádegas na parte frontal da mesma e sustentando seu peso nela. – Vocês duas foram traídas. – Falou como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Você não sabia dela. – Apontou para Francesca e depois para Leah. – E você não sabia dela. – Dessa vez, seu dedo parou em Leah e depois foi para a negra.

– Processem seu marido. No seu caso, é amante, Leah. – Deu de ombros. – Consegue um bom dinheiro com divórcio e com danos morais. Claro que essa última parte é um leve draminha, mas não há nada melhor do que denunciar um homem safado, não é mesmo? – Sorriu de maneira travessa. – Bom, abriremos o processo amanhã. Peço que se recomponham por hoje. Farei algumas coisinhas para que tudo dê certo, preparar-me-ei para tal lide e poderemos falar com o juiz. – Lançou uma piscadela.

– Agora saíam da minha sala, tenho compromissos! – Advertiu num tom alto e respirou fundo ao vê-las se retirar. Paz, finalmente. E após isso, trabalhou até às oito horas da noite. Sentia seu corpo ficar cada vez mais cansado, mas não deu importância. Saiu dali, em seguida.
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Gabinete da suprema Corte

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