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 Sala dos Funcionários

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Maximus Augustus Vourhees


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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sex 25 Mar 2016 - 18:25

E lá se encontrava Pietro, em seu primeiro dia de trabalho. O nervosismo o dominava, fazendo-o ter a sensação de que as palmas de suas mãos estavam transpirando absurdamente. 

 Com um suspiro baixo, seguido de uma puxada forte do ar, recompôs a postura e abriu um sorriso confiante, era seu momento de triunfo, estava onde almejava trabalhar, no Profeta Diário, e não havia nenhuma possibilidade remota de algo o abalar.

Ou assim pensava.

Mal acabara de cruzar o Hall de Entrada e passado a porta que o levava à redação quando seus olhos se fixaram no rapaz que ali estava, e por um momento, esquecera como se respirava, o que causou uma leve tontura, obrigando a segurar o encosto da poltrona de camurça de espaldar reto.

 "Você está bem?"


Viera a voz dele, grave, rouca, mais máscula, mas com a mesma sensação de veludo que o mesmo tinha na época em que estudaram juntos em Hogwarts.

 - Sim. Sim, sim, obrigado. - Ele tentou falar confiante, embora pôde sentir sua voz o traindo e saindo um pouco insegura. - É só o nervosismo de primeiro dia de trabalho, sabe como é, não?

Sua voz voltara a ser confiante e ele sorriu, exibindo seus dentes brancos para o homem, que ao terem seus olhos se encontrando, fez o mesmo o reconhecer.

Aqueles poucos segundos foram o suficiente para Pietro se lembrar de momentos intensos da época de escola: seu primeiro ano, o dia que os dois se trombaram quando o mais novo corria pelo corredor, os olhos inchados e vermelhos por causa do choro causado por provocações de um segundanista Corvino. Ou dos olhares que se caçavam em meio ao Salão Principal durantes as refeições, seguidos de sorrisos tímidos e de faces rubras de ambas as partes. Mas o mais marcante, com certeza, após a formatura do mais velho, onde ele encostara Pietro na parede e colara seus lábios aos dele, mas logo fora empurrado e discutiram, dando início a anos sem o mínimo contato, onde nenhuma procurara saber sobre o outro, seguindo cada qual sua vida sem provavelmente nem lembrarem daquelas coisas. 

Até aquele momento.


 
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Lars Ulrik Grondahl

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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sex 25 Mar 2016 - 23:02

Crazy in love


Novo emprego, nova vida, novo... – Tem certeza que quer esse emprego? – Karitza lançou a pergunta e bufou. O rapaz virou-se e encarou a mulher que estava bem na sua frente. – Itza, já conversamos sobre isso. – Resmungou e encarou-a. A loira cruzou os braços. – Terei que voltar pra Dinamarca SOZINHA! – A transexual reclamou e berrou em seguida, como se fosse uma criança. Lars deixou uma risadinha baixa escapar dos seus lábios e observou a situação divertida. Ainda conseguia se lembrar de sua infância, de quando Karitza ainda não existia. Ainda bem que a morte já havia alcançado seus pais, afinal, eles eram completamente preconceituosos. Imagine se vissem a transição da mulher trans? Eles morreriam ou espancariam a garota. O jovem Grondahl nunca teve problema com isso. Se fosse “irmão” ou “irmã”, amaria a pessoa da mesma maneira. A relação entre os herdeiros da família Grondahl era forte e nunca fora abalada facilmente. – Sinto muito. – Aproximou-se da loira e deu um beijo em sua testa. – Faça uma boa viagem. E, ah... Nos veremos em breve. – Sorriu.

{...}

A vida estava modificando. Não dependeria de toda a herança dos Grondahl. Finalmente ganharia o próprio dinheiro por causa da sua própria capacidade. A roupa que utilizava era formal e elegante, afinal, era apta para o seu local de trabalho. Os cabelos estavam ajeitados de maneira informal, contudo, ainda continuava bonito. A barba não estava sendo feita, mas não atrapalhava na aparência, muito pelo contrário: algumas pessoas eram mais atraídas por causa dos pelos faciais. Os sapatos formais faziam um barulho alto no piso. Era noite e as pessoas já estavam indo embora. – Nada melhor do que um final de semana pra descansar. – Riu. Era estranho: começava o trabalho numa sexta, e depois, só teria que voltar na segunda. Claro que adiantaria seu trabalho nesse período, mas... Não vem ao caso.

Adentrou a sala dos funcionários e sorriu ao perceber que estava sozinho, até que... – Quem será que está aqui? – Aproveitaria para conhecer a primeira pessoa no local. Era novato no emprego e queria ter alguns amigos, afinal, a única pessoa com quem conversava era sua irmã. Os segundos passaram rapidamente, e então, seu coração acelerou ao ver a pessoa que estava bem na sua frente. Ficaria sem reação durante um certo tempo, contudo, o mais novo apoiou uma das mãos em uma cadeira. – Você está bem? – Perguntou e franziu o cenho, expressando a sua preocupação.

Pietro tinha mudado muito, mas Ulrik estava apenas analisando o lado físico no primeiro instante. Estava, claro, mais alto. Os músculos do antigo parceiro pareciam se destacar mais, o que fez o homem sorrir por alguns segundos. Tombou a cabeça para o lado direito e ergueu uma das sobrancelhas ao escutá-lo. A voz de Pietro demonstrava que ainda continuava como o mesmo lufano de antes: inseguro, inocente. Pelo menos era o que parecia. – Hm... Que estranho, não estou tendo essa sensação de nervosismo. – Um sorriso malicioso surgiu nos lábios do dinamarquês, e então, encarou a face de Pietro.

Tantas lembranças, tantos momentos... Ah, infelizmente tudo acabou de uma maneira tão rápida, tão boba. Ainda conseguia se lembrar. Dia de formatura, com dezessete anos. O herdeiro dos Heasca tinha quatorze e havia sido convidado pelo formando. Grondahl empurrou o mais novo contra a parede, mas infelizmente, foi empurrado. Eis que uma discussão iniciou e ambos nunca se viram por um longo tempo. O silêncio inundou o recinto, o que deixou o homem desconfortável. Bufou e revirou os olhos. – Enfim... – Deu um passo longo e puxou-o para um abraço forte. Fechou os olhos ao sentir o cheiro delicioso do garoto e o calor que esse emanava. Começou a se afastar, mas parou. Os lábios deslizaram pela bochecha direita do indivíduo e pararam bem próximos do ouvido do moreno. – Agora não tem mais desculpa. – Sussurrou de forma sedutora.

Poderia terminar aquilo que havia começado há sete anos atrás. Levou as mãos até as nádegas do garoto, puxando-o para mais perto, e então começou a montar uma trilha de beijos, mordidas e chupões no pescoço de Pietro. A barba deslizava pela pele do jovem, mas sabia que isso – provavelmente – excitaria o ser mais novo. Caso alguma pessoa aparecesse, ambos escutariam e poderiam se recompor para que ninguém desconfiasse.

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Maximus Augustus Vourhees


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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 26 Mar 2016 - 1:49



U N S A F E
I got lost in an infinite abyss || MARÇO, 2016 ||SALA DOS FUNCIONÁRIOS - P.D


Pietro ainda estava desconcertado com aquele acaso. Era irônico, na realidade, a primeira vez depois de tantos anos que ambos se re encontram ser justamente numa nova fase da vida em que ele começava, assim como fora a última vez que haviam se visto anos atrás. 
Mas o mais novo mal teve tempo para pensar quando sentiu os braços de Lars o envolverem em um abraço forte, fazendo com que Pietro saísse do chão por alguns centímetros, e aquela velha sensação de segurança que o mais velho lhe passava o fez afundar o rosto entre o pescoço e o ombro do mesmo... Ah, aquele velho cheiro amadeirado impregnando em sua pele o fez sorrir, assim como os lábios roçando em tua bochecha o fez se arrepiar, de modo que fechasse os olhos, ouvindo atentamente o que a voz rouca e sedutora de Lars sussurrava em teu ouvido


- Do que está... - Mas a frase nunca chegara a ser concluída pois os lábios do outro passaram a depositar uma série de beijos e outros agrados na pele do jovem, a sensação de uma barba o fazendo soltar um leve ofego baixo por entre os lábios rosáceos entreabertos, e inconscientemente, ficando sobre as pontas dos pés, arqueou o corpo de modo que suas nádegas ficassem levemente empinadas, o medo e a excitação de serem descobertos percorrendo o corpo de Pietro. - Ah, Lars... - e passando os dedos pelos cabelos pretos do outro, procurou pelos lábios do mais velho, e ao achar, se entregou ao beijo do mesmo, pela primeira vez deixando-se entregar à Lars.
BY: P.A.H
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Lars Ulrik Grondahl

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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 26 Mar 2016 - 5:51

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Continuou brincando com o pescoço do moreno, sentindo as mãos do mesmo tocarem os seus cabelos. Um beijo se iniciava. Ah, finalmente podia terminar o que havia começado há anos atrás. A língua do mais velho adentrava a boca do pequeno e percorria cada canto. Toda essa situação durou muito tempo, até que... – Hm... – Resmungou e afastou-se bruscamente, mas soltou Pietro com cuidado. Deixou uma risada baixa escapar dos seus lábios e observou-o atentamente. – Estamos bem sozinhos... – Levou uma das mãos até o volume do mesmo e puxou-o para mais perto, apertando o Varinha de Alcaçuz dele com um pouco de força. – Poderíamos ter feito tantas coisas... – Os lábios ficaram mais próximos, roçando-os aos do menino. – Pena que você não quis. – Riu e distanciou-se um pouco, encarando os olhos dele. Era um dominador, por isso faria um joguinho antes que as coisas ficassem mais... Apimentadas.

Olhou ao redor e suspirou. – Hm... Enfim... Depois podemos terminar isso. – Referiu-se ao clima de sexo na sala, o que o fez rir por alguns segundos. – Senti sua falta, eu confesso. – Mordeu os próprios lábios e analisou o corpo do menor por alguns segundos. – O que andou fazendo? – Lançou a pergunta e sentou-se numa cadeira próxima. Esperava puxar muito assunto com o ser frágil, queria saber de todas as coisas que haviam acontecido. A vida havia passado muito rápido, mas seria interessante descobrir o que o moreno havia feito. Pigarreou, esperando alguma resposta dele.

Passou as mãos pelos cabelos e suspirou fundo. Não sairiam dali até que obtivesse respostas. Sabia comandar as situações e faria isso. Ainda conseguia se lembrar de quando conhecera o ex-lufano: pequeno e medroso. Tímido, pode-se dizer. Era algo fofo, que atraíra o ex-sonserino logo de cara. Comandar as situações estava em seu sangue, afinal, tinha o desejo de possuir e fazer as coisas acontecerem. Pietro era mais suscetível aos acontecimentos, mais passível, mais fácil de dominar. O mais novo e o mais velho combinavam, querendo ou não.  

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Maximus Augustus Vourhees


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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 26 Mar 2016 - 13:44


U N S A F E   &   D R E A M E R

"Mas... Isso é errado", pensou Pietro, enquanto a maior parte dele ainda respondia o beijo de Lars, alternando ora com uma leve sucção no lábio inferior, ora mordiscando e passando a ponta da língua suavemente pelo contorno do mesmo. Ele estava gostando, embora aquela pequena parte, a parte que ainda tinha trauma dos pais, o julgasse estar fazendo algo errado, e quando o beijou parou e se viu lentamente afastado do corpo do mais velho, suspirou, abaixando a cabeça.
O riso baixo do mesmo chegou em seu ouvido e o fez levantar o rosto, fixando seus olhos aos do outro e o ouviu, e aquela insinuação de estarem só o deixou corado, ainda mais depois que sentiu o mesmo o segurar, fazendo-o ter um calafrio lhe percorrendo a espinha dorsal, com um novo ofego sendo solto sem intensão.
  - Não fale assim. - Sussurrou ele com um resquício de vergonha e insegurança na voz - Naquela época as coisas eram complicadas. Justamente naquele ano... Sabe.... Dimitri estava ali e ele possuia contato com nossos pais, e eu te contei toda minha história.
" Pietro caminhava sorrateiramente por um corredor longo e escuro, tomando cuidado para não ser descoberto por ninguém, não queria dar explicação do por que de um terceiranista estar aquela hora da madrugada fora da cama. Entrando numa porta a esquerda, encontrou o quintanista sonserino sentado de costas sobre a mesa, mas ele parecia diferente. Seus olhos, que antes eram vivos e brincalhões, estavam opacos, sem vida, seu semblante estava caído, algo lhe havia acontecido, algo que Lars não estava querendo conversar, e aquele dia marcou uma mudança brusca na personalidade do mais velho, e Pietro percebeu isso. Ele estava mais afim de fazer um jogo de sedução agora, e o mais novo tentava resistir a tentação, embora muitas vezes fosse difícil e sempre arranjava uma desculpa para evitar que algo acontecesse consigo"
- Sentiu, mesmo, foi? - Sua voz saiu neutra, estava surpreso, claro, com o que o homem havia dito, ignorando totalmente a parte em que havia sido referido sobre a química sexual que pairava ainda sobre eles, e embora tentasse esconder, era visível o estado teso que o moreno mais novo se encontrava. Carne. Era assim que sentiu-se brevemente, um pedaço de carne, sob os olhares que o dinamarquês lhe lançava, percorrendo seu corpo, mas curiosamente, ser visto por ele daquele forma o agradou. - Estive viajando. Viajei por todos os continentes e comunidades, bruxas ou trouxas, em busca de mais conhecimento e respostas. E quanto a você?
Ele sentou-se em uma cadeira próxima, seu corpo parecia se atrair ao do mais velho, e analisando os olhos do mesmo, se deu conta de que os dois eram naturalmente completos juntos. Lars tinha o que Pietro não possuía, a segurança, a coragem de se impor e fazer o que tivesse vontade, e ele o admirava por ser assim, enquanto ele mesmo era admirado, ou outrora fora, pela vontade que o ex-sonserino tinha de cuidar do menor, tão medroso e incerto, são inseguro e ao mesmo tempo sonhador. E por fim, abaixando novamente a cabeça, deixou toda a postura de quem se mantinha na retaguarda cair por terra, a máscara que havia colocado em si mesmo de mais seguro e confiante ruindo mediante Lars.
  - Eu senti sua falta do momento que foi embora até o momento que eu cruzei essa porta sem saber que iria te re encontrar - E sem conseguir, deixou algumas lágrimas escorrerem por seu rosto, deixando-o marcado, sem ter coragem de se mostrar para o homem.
 


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Lars Ulrik Grondahl

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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 26 Mar 2016 - 19:24

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Doce e indefeso Pietro. Ah, como continuava sendo o mesmo ser. Sua irmã, Karitza, criticara o dinamarquês quando soubera que estava andando com o menor. – Acha que ele é uma pessoa boa pra VOCÊ? É inseguro, bobo e... Argh! – A transexual bateu o pé e saiu resmungando. Uma risadinha baixa saiu dos lábios do escritor ao lembrar dessa cena. Por algum motivo, sabia muito bem que Heasca e ele estariam ligados para sempre. Sabe como descobrira? Durante a sua vida. Tivera várias relações, mas nenhum foi o suficiente para nutrir o que desejava. Ou pior, quem desejava. Os lábios que já tocara eram diferentes, a vermelhidão da face era mais ainda. Ainda conseguia se lembrar de quando fazia o moreno ficar tão vermelho, o que acelerava o coração de Grondahl. O dominador e o dominado: o casal perfeito.

– Dimitri atrapalhou várias coisas, pelo visto. – Comentou de forma irônica e continuou ouvindo o rapaz. Os olhos claros analisavam o corpo do inglês, mas Lars queria algo a mais... Algo maior que o sexo – milagrosamente –, maior do que tudo: viver ao lado de Pietro. Abraçá-lo todas as manhãs, sorrir, rir, viajar, compartilhar uma vida, contudo... – Claro que senti sua falta. – Ergueu uma das sobrancelhas e a cabeça tombou para o lado direito. Franziu o cenho e encarou os olhos dele, tentando desvendar o que passava em sua doce e inocente mente. Meu doce lufano..., pensou e mordeu os próprios lábios. Explorou cada reação do ex-lufano, mas nada disse. Adorava observar tudo ao seu redor – incluindo as pessoas. Caso não tivesse conseguido emprego no Profeta Diário, provavelmente seguiria o caminho da psiquiatria. Adorava estudar a mente humana, compreendê-la aos poucos, e então, tirar conclusões. Sempre achara o ser humano confuso e SEMPRE quisera ter respostas para várias ações e reações da humanidade.

Ficou curioso ao escutar a resposta dele. – Viajando? Procurando por respostas? – E antes que pudesse perguntar outra coisa, era questionado. Ao invés de responder, apenas alegrou-se quando Pietro sentou bem próximo. – Então... – E calou-se em seguida, erguendo uma das sobrancelhas em seguida ao olhar para o menino. A voz do moreno era triste e, já que estava próximo, pôde ver algumas lágrimas. Levou a mão direita até o queixo do jovem, erguendo sua cabeça de forma delicada. – Não chore. – Aproximou o seu rosto do dele e deu um beijo em sua testa. – Agora vamos nos ver mais, não acha? Afinal, trabalhamos no mesmo lugar. – Fez uma careta e afastou a mão de perto da dele. Será que Heasca não estava fazendo um jogo? Sempre que tentara se aproximar – em Hogwarts – dele, o menino arranjava um jeito de se afastar.

– Enfim, esqueçamos o lado ruim da vida. Falemos de coisas boas. – Piscou e suspirou. – Eu andei viajando também. Estava pensando em fazer psiquiatria caso não fosse aceito por Carlisle. – Deu de ombros. – Mas, como pode ver, estou aqui. – Riu e encarou os olhos dele. Ah, sentia tanta falta do pequeno! Conseguia se lembrar da sensação de estar junto, do sentimento de proteção. Era algo bonito, maravilhoso. – Andei com a minha irmã... Karitza. Provavelmente você não se lembra dela. Ér... Já que ela se chamava Gustaff na época. – Fez uma careta. – Sim, ela é uma mulher trans e... – Parou de falar e puxou um pouco de ar. – Não vem ao caso, certo? – Bufou. – O que procurava? Respostas? Que tipo de respostas? – Lançou as perguntas e pensou em alguma maneira de puxar assunto.

– E falando em Dimitri... Como está sua família? – Semicerrou os olhos, esperando uma reação do pequenino. Ah, queria abraçá-lo, mordê-lo e fazer várias coisas, mas sabia que poderia assustá-lo. Pietro era um lufano completo: medo, nervosismo e tudo mais. – Então... – Esperou a resposta.
 
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Maximus Augustus Vourhees


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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Ter 29 Mar 2016 - 5:13


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Não é o Lars. Claro que tentara, de verdade, mas nunca conseguira se entregar, e se fosse para fazer isso, seria com ele, e mesmo que nunca mais o visse, não faria problema, aqueles anos o tinha marcado de tal forma, mesmo que não tivessem se beijado, ou se tocado intimamente, mas aqueles dias.... Ah, aqueles dias tinham sido eternizados pelo menor. E o dominado se apaixonou pelo dominador, mesmo que tenha percebido tarde de mais.

Dimitri atrapalhou muitas coisas, Ah, como aquilo era verdade, ou meia, por assim dizer, afinal, não era diretamente culpa do gêmeo, que nada fazia com intensão de magoar o caçula, mas a preocupação de Pietro era justamente desonrar o que sabia ser importante a seus pais, embora os mesmos já não se importassem com o moreno, uma vez que nunca o procuraram desde que fora morar com a avó. E pensar que eu cogitei em me lançar no mercado de trabalho como músico. pensara sozinho, fechando os olhos ao ouvir aquela frase saindo daqueles doces lábios que o dinarmaquês possuia fez a pele do garoto arrepiar.

- Não sei se você lembra de Isabella, devo ter comentado contigo naquela época. A doença dela se agravou, e enfim, a busca por uma cura já não é mais necessária, ela faleceu. - Ele não queria lembrar da irmã naquela hora, e isso intensificou o choro, mas logo ele levou o punho ao rosto, limpando o rastro das lágrimas de sua face. Ele queria poder saber jogar como ele sabia que o mais velho fazia, poderia assim controlar suas emoções e não deixar que elas transparecessem, e após o beijo em sua testa, moveu a cadeira em que estava mais para trás, de modo que pudesse se levantar da mesma e ficou próximo do mesmo, e voltando a se sentar, agora no tampo da mesa, deixou a informação sobre Gustaff, ou melhor, Karitza. Embora surpreendido, o mais novo sorriu de lado, de modo amarelo, ao ser perguntado pela família. - Não sei. Desde que fui morar com minha tia, falecida, não tive contato com eles. Mantinha com uma prima, por causa de Isabella, os outros... e suspirou, levando uma das mãos à nuca, seus dedos passando por seus cabelos curtos. Ele fechou os olhos, e naquele momento, percebeu. Ele queria ser abraçado por Lars, queria que o mesmo o tocasse novamente e fizesse ficar bem, como acontecera naquele dia em que a história dos dois havia começado. 

"Ele corria pelo corredor, havia perdido a fome quando aqueles segundanistas da sonserina o pegaram para peças, havia um Tsuru de origami enfeitiçado que corria atrás dele o bicava, um dos cortes, na bochecha, estava sangrando. Os risos dos garotos acompanhava os passos rápidos do lufano. Volta aqui, lufano. Faltou escrever 'perdedor' em sua testa. 
A humilhação já era algo normal na vida de Pietro, mas por conhecidos, e aquela situação o havia feito chorar, o que só piorára as coisas, e ao virar o corredor, sentiu o impacto forte contra outro corpo, e sem levantar a voz, pediu desculpas, tentando recolher os livros rapidamente, embora estivesse atrapalhado e deixasse os mesmos caírem novamente. - Droga, desculpa. - sussurrou envergonhado, ao erguer os olhos e os fixando aos de Lars, pela primeira vez"

 


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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 2 Abr 2016 - 1:05

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O ser humano sempre foi estudado por si mesmo. Como assim? Freud procurou estudar o lado psicológico de sua própria espécie. Nós, meros mortais, somos criaturas interessantes, contudo, ao mesmo tempo, temos um traço comum: as emoções sempre estão presentes, não importando se são boas ou ruins. Até o próprio psicopata já teve sentimentos, entretanto, a vida foi retirando as conexões empáticas lentamente. Ah, doce humanidade. Será que algum dia tornar-se-ia numa coisa boa? Em algo promissor? Não se sabia. Apenas observou cada situação. Suspirou novamente e mordeu os próprios lábios. Não era muito sensível, por isso resolveu ficar calado. Melhor o silêncio do que alguma resposta rude, não acha?

Não era dono de várias emoções por causa dos seus pais. Desde pequeno, Karitza e ele eram criados para seguir o mundo da lógica. O raciocínio era o que mais importava, afinal, era assim que conseguiriam cada vez mais e mais dinheiro. Sua mãe era uma mulher rica do ministério da magia. Já o seu pai, era um homem ambicioso que havia espalhado várias empresas pelo mundo. A fortuna sempre estivera presente no lar dos Grondahl, entretanto, os herdeiros haviam gastado sem hesitar. Se isso lhes era um problema? Não, de jeito nenhum. Itza não se importava em trabalhar, e Lars menos ainda. Queriam sobreviver com a própria sorte, com o próprio jeito, com a própria força.

Ergueu uma das sobrancelhas. – Meus pêsames. – Falou tranquilamente e sentiu um clima estranho no local. Sentia-se envolvido por uma camada mórbida e obscura, e, bom, sabia muito bem o que era: falar sobre a morte. O passado envolvia algo estranho, entretanto, não chorava facilmente. – Hm... – Estreitou os olhos e mordeu os próprios lábios. – Você não mudou muito. – Pronunciou num tom sombrio e levantou a cabeça um pouco, encarando os olhos de Pietro. – Leve isso como um elogio. – Lançou uma piscadela sexy e suspirou. – Estamos falando muito sobre coisas tristes, não acha? – Indagou e cruzou os braços. – Bom... – Fez um biquinho manhoso e olhou-o calmamente.

– Para acabar com essa tensão e toda essa tristeza, que tal ir jantar comigo? – Propôs de forma educada e deixou um sorriso galante surgir em seus lábios. Era um método de sedução que não hesitava em usar, afinal, era assim que conseguia as coisas. – O que acha? – Ergueu uma das sobrancelhas, esperando a resposta do outro garoto. Já sabia o que ele diria, mas adorava a tensão e a surpresa que – apesar de pouco provável – poderia ter.
 
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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 2 Abr 2016 - 1:49


U N S A F E   &   D R E A M E R

Seus olhos se fixaram por alguns poucos segundos aos de Lars, ouvir que não havia mudado - mesmo que ele tivesse falado que aquilo seria um elogio - incomodou o rapaz. Ele não se via como antes, não era mais inseguro, medroso, incerto ou indeciso - talvez algumas vezes - mas desde que terminara Hogwarts, se via mais confiante, até mais extrovertido. Mas toda a situação de re encontrar Lars o havia ter a sensação de ter sido arrastado ao passado - na realidade, esperava que o homem o olhasse a qualquer momento e o humilhasse, ou algo do gênero - mas não . "... que tal ir jantar comigo?", Aquela fora uma surpresa, parecia que ambos ainda estavam presos e incertos um sobre o outro, embora Lars parecece estar apostando alto que as coisas poderiam finalmente, tomarem um rumo bom para ele. 

- Será um prazer lhe acompanhar em um jantar

A resposta parecia ter saído por conta própria dos lábios do jovem, que se enrubereceu e virou a cabeça para o lado, de modo que o sonserino não visse suas bochechas avermelhadas, e ao retornar a posição que estava anteriormente, sorrio. Ele de fato queria sair com o homem, e com um leve impulso de coragem, aproximou seu rosto ao do rapaz e o selou, demoradamente, e antes de afastar os lábios, mordiscou o inferior do mesmo suavemente e passou a ponta da língua, como quem selasse um acordo.

- Só você falar onde, quando e o horário
 


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Amabile C. Schuvinder

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MensagemAssunto: Re: Sala dos Funcionários   Sab 2 Abr 2016 - 22:18

I'm the beast
Amabile Schuvinder

Sentada em sua cadeira na sede do Profeta Diário, Amabile Schuvinder estava entediada. Entediada porque todas as suas noticias já haviam sido encaminhadas e porque Brian ainda não havia aparecido.
A verdade é que a ruiva se sentia muito sozinha durante todo o tempo, não que não tivesse amigos, pois tinha, mas porque Brian era o único que a entendia. Ele a valorizava e sempre parecia compreender as ideias sem sentido dela.
Ideias estas que era obrigada a esconder antes que fosse taxada de louca, suspirando se levantou e andou até a máquina de café.
Fazia meses que havia solicitado uma nova para a direção, mas ninguém se importava – em sua totalidade – com os funcionários do Profeta.
Havia uma maquina novinha que fazia cappuccinos na sala do Editor Chefe, para uso exclusivo do mesmo e suas visitas, enquanto ela e os outros redatores tomavam café aguado.
Nada contra o novo Editor Chefe, Carlisle, mas ela queria apenas tomar um pouco de café descentemente sem ter que sentir o gosto do pó – que era pra haver sido diluído – raspando em sua garganta no caminho até o estomago.
Quanta maldade na vida, suspirando, bateu três vezes a varinha em sua xícara de porcelana e aferventou a água, colocando um saquinho de chá de abóbora nela.
Alias nem mesmo o chá tinha gosto de chá, era mais um suco com gosto estranho, entretanto, bem melhor que o café. Amabile voltou até sua mesa onde ficou encarando os pergaminhos rabiscados em tópicos mais uma vez.
Um estagiário apressado jogou em seu colo um pedaço de pergaminho amassado, antes de seguir caminho até a sala do Editor Chefe. No pergaminho, um bilhete rápido de Brian dizia ”Nos vemos em breve”, o que a fez rir, sabendo que o veria mais rápido do que supunha.

Tomou um gole do chá avermelhado e sorriu, sonhadora, pondo-se a escrever sua nova matéria a fim de ir embora para casa. 



Thanks Tiago © 2013


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